Como faturar em plataformas de fotos de eventos esportivos (Fotop, Foco Radical)

Resolvi abrir aqui um tópico para podermos elencar e debater as experiências sobre venda de fotos em plataformas de fotografia esportiva.

Para os que talvez não conheçam, existem sites que são uma espécie de “Uber” de fotografia. O tema principal destes sites são eventos esportivos, sendo o mais comum as corridas de pedestrianismo (corrida de rua, montanha, trilha e suas variações), depois as corridas de bicicleta e por fim os multiesportes (Triathlon, Aquatlhon, Duathlon, Biatlhon, etc.).
Algumas plataformas até trabalham com outras modalidades, porém, devido ao custo baixo da venda unitária das fotos, outros esportes acabam não sendo tão procurados nestas plataformas.
O “Uber” é porque basicamente qualquer um pode se cadastrar e se inscrever para fazer a cobertura de determinada corrida. Corridas de rua costumam ter entre 200 até 10.000 participantes (algumas como a famosa São Silvestre chega a ter de 40.000 a 60.000 participantes).

Destes participantes, sempre tem alguma porcentagem que vai se interessar em pagar de R$5,00 a R$35,00 por uma foto.
Então quem trabalha para estes sites acaba ganhando na quantidade visto que o ticket médio é relativamente baixo se comparado com vendas de ensaios por exemplo.
Este negócio utiliza a famosa estratégia da “inversão de risco”, onde o fotógrafo inicialmente não cobra nada para fazer a cobertura, e posteriormente as publica e vende na plataforma.

Como falei, o risco aqui acaba sendo para o fotógrafo, pois caso ele não saiba compor e captar uma imagem que seja pelo menos melhor do que qualquer foto feita de celular, ele não irá conseguir auferir lucros. Além do que, ele tem também os custos indiretos para se deslocar até o local do evento, custo de oportunidade, custos do desgaste do equipamento (vamos falar disso logo mais), além do risco de danificar ou ter seu equipamento subtraído.

Por outro lado, para alguns, de certa forma esse mercado acaba gerando alguma renda. Comenta-se entre os fotógrafos que a expectativa de venda é entre R$200-500, mas tudo pode acontecer.

Como mencionei, um dos maiores desafios é ter um equipamento que seja robusto e ágil para conseguir registrar a maior quantidade de fotos possível. A questão é que esse tipo de evento requer o estilo de de fotografar “Dedo Feliz” (ou Spray and Pray - meio que clicar e torcer em inglês). Assim sendo, é bem comum se fazer 5.000 a 20.000 fotos em um evento. Se pensarmos que uma câmera fotográfica de entrada é planejada para fazer 100.000, então é certo que rapidamente teu equipamento irá se depreciar.

Eu particularmente sou corredor de rua, então vou falar os sites que eu costumo ver fotógrafos (mas certamente tem outras dúzias desses sites). Os que vem em primeiro na mente pra mim são:
FOTOP
Foco Radical
De Olho no Atleta
Sport Click

Aqui tem um vídeo de um colega corredor que menciona alguns que ele conhece, só faço um parênteses que o vídeo já está um pouco datado (2017) então a questão de valores e sites mudou um pouco.

Agora vamos começar a elencar as estratégias para vender bem nas plataformas e também debatê-las.

Eu já fiz 2 eventos de corrida, ambos tive um bom faturamento, minto, um belo prejuízo. Literalmente paguei e bem caro para trabalhar.

O meu primeiro eu fiz um Aquathlon em Bertioga - SP.

Era uma corrida onde se começava nadando no mar e após o trecho de natação, o atleta fazia uma corrida à pé.
Esse evento foi o último evento que teve cobertura, daí naquela semana mesmo rolou o “lockdown”. Sei que abria o site do Fotop por quase 1 ano e minha foto estava lá como “últimos eventos”.
Acho que vendi umas 5 ou 6 fotos. Devo ter tirado umas 1700. Acordei 4 e pouco da manhã, levei 2 câmeras, na época uma T3i com uma Fisheye e uma 60D com uma 55-250 e uma 18-55 (maresia comeu solta). Levei também um tripé, que eu tinha e pesava uns 5kg. Sei que me deu o maior trabalho para manusear.

Lições aprendidas:
Ter um equipamento mais leve e mais enxuto.
Ter um banquinho para sentar (aqueles pequenos que o pessoal usa para pescar na beira da lagoa).
Usar a roupa do site (senão as pessoas vão achar que você está fazendo fotos para o organizador).
Levar panfletos do site (vide resposta anterior), senão não vão te achar.
Passar um preset geralzão e não ficar selecionando foto por foto.
Usar o nomeador automático. Nessa época esse recurso não existia. O site fornecia um programinha que permitia navegar foto por foto e ir numerando pra gerar uma planilha que vinculava o número do atleta com o nome dor arquivo.
A maior besteira que se faz é querer fotografar em JPEG Large Fine… Pequeno ou médio já deve ser suficiente… tente não passar de 500kb cada foto.
Subir o mais rápido o possível as fotos. Aqui eu errei feio/rude. Demorei mais de 24h para conseguir subir os arquivos. Minha internet era lenta e meus arquivos enormes. Conclusão, 1 ou 2 dias depois do evento, mais ninguém se lembra que tinha gente fotografando. Perdi o gatilho da oportunidade.
Foto de natação é uma m*rda… Não tem número, ou se tem cada hora tá escrito a mão de um jeito no braço do lado errado, ou seja, não dá pra identificar o número do atleta. Não vendi nenhuma foto de natação, mesmo eu tendo conseguido identificar boa parte das fotos.
Corredor Pipoca (que está sem número - não pagou pra entrar) não compra foto, então nem perca tempo de clicar. Fotos não identificadas vão para o limbo, junto com outras milhares, que ninguém tem paciência de procurar.
Se o corredor estiver com o número amassado, riscado, dobrado, ilegível, não perca tempo clicando… foto não identificada NÃO VENDE.
Tomar cuidado com o ângulo, pois as vezes a própria mão do atleta acaba cobrindo um dígito do numeral (aí identifica errado e não é encontrada, logo não vende).

Como vi que poderia ter feito um pouco mais de grana, na época resolvi investir em pegar uma câmera mais velhinha “pra bater”. Achei uma EOS 40D por R$400,00. Acho que é o mínimo que recomendo pra fazer fotos assim. A câmera é toda de metal, bem robusta e relativamente rápida, então ela aguenta bem qualquer descuido. Recomendações: Canon 40D, 50D, 7D ou 70D usadas. Lentes: uma Tele tipo 75-300 pra dar o efeito “fundo desfocado” que a galera curte bastante.
Eu só não contava que a pandemia iria se arrastar por mais 2 anos e no fim acabei me desfazendo desses equipamentos.

Mais recentemente (no começo de 2022) eu recebi um convite do Tiago Barros (dono do “Olho no Atleta”) pra cobrir a Meia Maratona de SP. Resolvi dar uma chance.
Outro prejuízo com força. Embora o site dele não paga o tal do identificador (um OCR - eu realmente não sei pq cobrar pra rodar um programa), não tem sistema de armazenamento. Você só envia a foto em miniatura. Caso venda alguma com um pouco mais de resolução, tem que ficar atento no site para subir para o comprador. Aqui pelo menos não chegou nem email avisando.

Sei que gastei uns R$30,00 comprando o colete cor de canetinha marca texto, mais 4 passagens de trem, mais uma noite mal dormida e acordada de madrugada, mais uma tarde toda pra organizar as fotos (não tinha os macetes do LR). Quando finalmente consegui organizar os arquivos o site deu pau.
Sei que só consegui enviar mesmo as fotos na terça feira (a corrida tinha sido no domingo de manhã).

Lições aprendidas:
Novamente ser ágil para postar as fotos.
Renomear as fotos com nomes simples e não tão longos. As minhas ficaram com muitos caracteres e acabou que as miniaturas ficaram com um nome de arquivo diferente do master. O servidor do site bugou todo com nomes longos e caracteres especiais (tipo Fernando_Belmonte_de_Souza_Meia_maratona_Internacional_de_São_Paulo_Yescom_12_03_2022_dsc_0001.JPEG).
Melhor programa para mexer lotes grandes assim é o Photo Mechanic. Ele não indexa foto por foto, nem cria catálogo, apenas acessa a pasta que o arquivo está.
Quando tiver uma quantidade de fotos maior assim, separar em pastas de 1000 em 1000.
É melhor mandar a foto do jeito que tá no cartão direto para o site (para já ir vendendo) e depois com mais calma aplicar algum preset nas fotos e reenviar.
Usar o obturador eletrônico que vai poupar bateria, será mais rápido e não irá desgastar o equipamento.
Não ter medo de usar o ISO Alto. Ruído não aparece em foto na tela do celular… A velocidade mínima é de 1/500. Ideal é deixar 1/1600 pra congelar mesmo.
Usar a lente bem aberta, tipo f2.8, f4 ou f5.6 se for a máxima da sua lente. Aquele papo de que nenhuma lente é mais nítida totalmente aberta aqui não cola. O esquema é ter um desfoque bonito separando o fundo.
Evite fotografar o começo da corrida, quando ainda os atletas estão muito amontoados.
As fotos ficam todas iguais e com atletas obstruindo o que vem atrás. Os atletas tendem a preferir as fotos do meio ou final da corrida quando estão na vibe “superação”, ou seja, após o momento cara feia do “o que eu estou fazendo aqui”.
Se tiver 2 câmeras, dá pra usar uma super tele numa delas, e com uma alça dupla, trocar para uma segunda câmera com meia tele para pegar o atleta passando um bom pedaço.
Sincronizar o relógio das câmeras. Senão vira um banzé quando jogam vários cartões em uma mesma pasta.

A foto que os atletas mais gostam é aquela quando estão no momento da passada em que os dois pés estão no ar.

Usar o modo TV (S) da câmera e Balanço de brancos automáticos pra não ter que ficar pensando muito na fotometria e sim focar na composição.
Usar o modo de foco de rastreamento.
Se for usar Fisheye, fique bem baixo e só clique quando o atleta estiver extremamente perto de você. F8 e foco no infinito.

Bom por agora é o que lembro.

Tem um cara que tem canal no YT e até onde vi é o que melhor dá dicas de fotografia de esportes.
O nome dele é Heitor Pergher.

Segue a Playlist de fotografia esportiva:

Então, tirei algumas dúvidas e fiquei com outras.

Uma APS-C com lente 85mm me parece que resolve?

Os atletas correm em velocidade constante, seguindo a dica de se posicionar do meio pro final, precisa mesmo desse fps todo?

Menos esta me parecendo mais aqui.
Menos armazenamento, menos desgaste do obturador.
Uma vez que os atletas parecem buscar a foto e não as fotos?

Fotos de médio plano não vende muito?

O problema de usar a fixa é que limita a quantidade de fotos que vc faz por cada atleta. A quantidade de fotos (aliada a qualidade) conta bastante, pois tem galera que compra quantidade (e ganha desconto). No trilhasbr e Fotop eles vendem pacotes com todas as fotos e o valor é rateado pelo número de fotos, é um sistema um pouco tosco e prejudica a própria plataforma pois estimula fotógrafo a bater muita foto e encher o servidor (maior custo deles), a Fotop está tentando mudar este paradigma … Mas de qualquer maneira ainda assim, compensa fazer bastante foto, eu diria ao menos 10 fotos / atleta …

Foto de médio plano vende sim, close vende tbm, aberta vende tbm… O que vende é foto boa. Eu fotógrafo mais pelo trilhasbr e o motivo disso é que curto mais fotos de bike do que corrida de rua (acho um saco, muita gente, no meio da cidade, tudo igual) e nessa modalidade a galera gosta mto de fotos que mostrem o local onde estão pedalando (e tbm algumas mais fechadinhas na tele).

O que tenho aprendido neste ramo (comecei pouco antes da pandemia) é que foto bem feita geralmente vende (composição, técnica), é legal tentar pegar uma ação (subida, poça de água, travessia de riozinho, algum salto, etc); tem que fazer bastante foto; que ser rápido pra subir as fotos e liberar evento.

Vejam que minha experiência é maior em provas de mountain bike que corridas… Mas segue algumas considerações:

Na Nikon gostava muito de usar a 18-140mm , extremamente versátil e foco rápido, conseguia fazer eventos só com uma câmera pegando na ponta tele até a grande angular… Agora na Canon usei uma 18-135 mas era versão antiga foco mto lento, vendi ela e estou usando a 24-105mm… Uso bastante a 70-200 tbm, e as vezes combo com a 17-40 na 5d pra fazer umas bem abertas. Tem funcionado bem mas duas câmeras é um saco de usar, cansa bastante, e só funciona quando tem um certo espaçamento entre um atleta e outro.

Gosto de usar o flash (especialmente em trilhas mais fechadas), as vezes na câmera mesmo ou as vezes prendo com ele com fita em algum lugar e uso remoto, limita o número de clicks, por isso costumo usar qdo uso duas câmeras apenas… na Nikon era fácil desligar o flash em parte das fotos mas a Canon não tem um botão customizável pra isso.

Nas provas de bike as fotos em trilhas fechadas vendem mais do que estradão de terra ou asfalto. Então tem que se embrenhar nas trilhas.

Numerador automático é ok, mas não funciona mto bem as vezes e tem que pagar, apenas maratonas eu uso, fora isso faço tudo manual mesmo, com a prática já consigo numerar 6~8 mil fotos em 2 horas (contando que a sequência esteja boa, e se usou duas câmeras, que estejam sincronizadas), fazendo assim aquela foto mais fechada ou que o braço ficou a frente do número e está a mais bonita de todas não acabe no limbo.

Ah, eu só uso no modo Manual, acerto minha fotometria e sigo trabalhando. Balanço de branco sempre manual tbm, gosto de deixar um pouco mais quente do que o normal, então faço esse ajuste já na câmera.

Depois escrevo mais acabou meu tempo aqui na Lan house :hysterical:

Meu raciocínio é o seguinte, se o corredor vem em “linha reta” na minha direção, fixa resolve.
Naturalmente ele que vai dar o zoom se aproximando de mim, então bastaria começar sempre fazendo o plano mais aberto possivel e deixar ele ir fechando a medida que se aproxima.

Até com uma lente zoom eu faria assim…

Só mexeria no zoom ou outro corpo com outra lente, se eu precisasse refazer algum plano com o atleta já perto.

Sobre a quantidade de fotos, vamos pensar assim por plano, seriam quantas por enquadramento?
Acho que não precisa de 30 fotos de close, 30 de plano aberto e por ai vai.
To viajando muito?

Só complementando, pra mim não vale a pena usar minhas câmeras principais, desgaste muito alto para pouco retorno.

Eu iria comprar a Canon mais barata que tivesse um fps razoável pra ser a câmera do sacrifício.

Nesse artigo o maluco fala que ganhou premio fotografando NBA com uma T7, são 03 fps! Eu não teria segurança mas…


Essa M100 é ousada, o chato é trocar as 10 baterias durante a corrida

fiquei pensando aqui, acho que para eventos como maratona onde são muitos atletas, a fixa funcione bem, pois não há muito intervalo entre um atleta e outro… nas provas de MTB os atletas se distanciam mais, então a zoom vai bem, pois aí você consegue ter variação, uma composição mais fechada valorizando o atleta e outra mais aberta incluindo ele no contexto.

Quanto a camera, acho que uma T7 seja muito frágil… no meu caso, além do fps e velocidade de foco, tem a questao de robustez, muito seguido estou fotografando na chuva, poeira, em meio ao mato, e é tudo uma correria, não dá pra ficar babysitting o equipamento, não sentiria confiança em uma t7… eu usava muito a D300 na Nikon… qdo migrei pra Canon fui atrás de uma 7D que tem servido bem… a 5D uso só com a 17-40 e aí geralmente não são tantos disparos… estou entrando em uma aula online agora, logo mais vejo se subo algumas fotos que fiz em eventos por aqui.

Poxa otimo topico, baita texto o fernando fez, muita realidade,
leandro ajudou tambem com varias dicas,
se existisse um topico como este quando iniciei nesta area eu tinha quebrado menos cabeça no inicio :aua:

Estou apenas a 9 meses fotografando corridas de pedestrianismo, no inicio foi bem sofrido pois ninguem ajudava,informações basicas,poucas instruções, cada um querendo segurar seu osso com medo dos novatos,bastante complicado.

Aqui em sergipe até surge eventos pela a fotop,olhonoatleta e foco radical, porem aqui existe a agência local e bastante conceituada Tocorrendo.com , ela já esta na cabeça de todos, bastante divulgada, as demais tem pouco espaço, é um trabalho que o dono da plataforma ja vem de anoooos batalhando.

Entrei por curiosidade e indicação de um colega que ja fazia como complemento de renda, pois em geral os eventos aqui se dão pela as manhãs então dificilmente se choca com algum evento social.

Aqui a cidade de Aracaju é bem pequena, então eu uso a bike pra locomoção até os eventos e meio que todos acontecem na orla da cidade e assim ja economizo gastos, sempre levo um banquinho,agua.
Estudo o percurso da prova e SEMPRE me posiciono o mais distante possivel da largada, sempre pra pegar os atletas mais espaçados pois gostam de comprar foto quando eles estão sozinhos na cena, uma coisa que faço questão de estudar é a composição da cena, o fundo ajuda bastante, alguns companheiros da mesma agencia ficam em qualquer lugar e no fundo da foto mesmo que desfocado saem carros estacionados,fachadas de lojas,tudo que tira atenção pra quem vai adquiri a foto, eu faço o possivel pra procurar uma composição mais clean possivel ou atrativa pro atleta.

E sempre procurar “inovar” nos clicks ,sair da caixinha, notei que todos os colegas usam Teles 70-200 ou até mais que isso, todos faziam em formato horizontal, já eu quando iniciei fui fora da curva e fiz tudo em formato Vertical e usei 24-105 (meu setup é R+RF24-105L F4) abusando da grande angular, com isso notei que gerou uma foto “diferente” e os clientes passaram a comprar, até porque boa parte das fotos vai pra redes sociais, instagram fotos verticais se comportam muito melhor.

Sempre uso no modo M , fotometria geralmente em +0,7 ou +1(max),trabalho com velocidade partindo de 800 a 1600th. F4-4.5 , ISO manual , balanco branco manual, ai servo, foco olho off, Jpeg S2 e as vezes o modo crop 1,6 que me AJUDA bastante.

Tenho gostado de usar a Mirrorless pois sempre 4ever uso no liveview, ainda mais que faço uso da grande angular e que preciso estar proximo ao atleta, então fico as vezes sentado no banquinho dentro do percurso da corrida, imovel pra nao atrapalhar ou fico no meio fio sentado e fotografo beem proximo ao chao, então só consigo esse angulo fotografando com liveview.

Em casa eu separo as pastas em lotes de 1000 fotos, vou importando aos poucos pra o LR, aplico um preset geralzão, exporto ja renomeando bem enxuto em numeração corrida de 0001,0002,0003 (raul alexandre santos cavalcante , corrida estacoes etapa inverno - RAC_CEI_0001)
Quando termino a exportacao das primeiras 1mil eu ja começo a subir pra o site, depois ja importo +1 no LR e exporto dando inicio na renomeação em 1001,1002,1003 etc, assim ate terminar tudo,
Depois de tudo feito o upload pra o site, faço a identificação automatica das numerações, aqui na plataforma tem que comprar os creditos, no inicio eu fiz 3 corridas identif.manualmente e foi sofrido, hoje com a grana da corrida eu ja compro os creditos.

Subir as fotos o mais rapido possivel, geralmente depois que todos os atletas ja passaram eu ja vou pra casa direto e começo o processo, o mais rapido eu ficar livre disso melhor, o dono da plataforma alinha um horario pra liberar a galeria pra os atletas, geralmente uma corrida pela manhã onde largou 5:30,6h,7h , ele libera a galeria por volta das 14 ou 15hs , se a corrida largou as 16hs, ele libera a galeria só no outro dia as 6h.

as dicas de fernando ja estao bem completas, sobre nao clicar quem nao tem numero de peito,a camisa cobriu,virou o numero para tras,amassou e etc,
não faço foto de aquecimento,podium,largada,chegada , primeiro que não vejo tanta venda e segundo que sempre ja tem alguns fotografos da mesma equipe que são fixos desses setores, dai meio que voce vai ter q ficar disputando com ele, apesar que fotos da chegada vendem bem.

Nossa equipe geralmente tem uma media de 6 a 10 fotografos por corrida,fora as demais agências quando vão.

Alguns esportes/atividades eu não faço pois pelo menos aqui não vi tanto retorno; kart,ciclismo,beach tênis,motocross,natação, é bom para portfolio pessoal pela variedade.
Corridas Noturnas eu não faço tambem e tento hoje selecionar algumas corridas mais especiais da cidade ou corridas onde exista um numero grande de amadores/iniciantes pois eles geralmente aqui compram mais,querem aquele registro mais unico, enquanto a galera mais frequentadora que esta em todas as edições de corridas, corre todo dia, ja compram menos.

As vezes eu levo minha esposa com outra camera+tele+tripe e posiciono ela em outro ponto estratégico , deixo tudo configurado, só apertar botão e xablau, ela aprende e vê como é a correria e acaba se divertindo e entrando na onda tb, ja faço as media com a patroa :smiley:

Depois irei postar algumas fotos de exemplos e mostrar alguns faturamentos das corridas

Dá Pra usar fixa sim conforme o Vange falou, não é uma regra, mas a tele zoom trás mais versatilidade.
Quando o cara está mais longe vc consegue mais aproximação e quando ele chega mais perto vc consegue fazer tanto um close quanto uma foto mais aberta.
Ter boas lentes aqui (no sentido de robustez) faz diferença pois ficar puxando muito o zoom pode acabar rompendo o Flat Cable da lente.
Com a Fixa só se consegue um pedaço de alcance menor (tipo entre 10 a 15m), já a zoom tele você amplia isso para 10 a 30 metros (exemplo generalizando).

Quanto à velocidade, é legal ter aí pelo menos 7 fps, com o foco de rastreamento. Menos que isso dá também, mas depois que se pega o jeitinho do movimento da câmera (linha de produção) vc vai reparar que algumas vezes chegam um pelotão de atletas e que vc não consegue pegar cada um individual se a câmera não for rápida. Além disso, muitas fotos acabam flopando por o atleta estar fora de foco (quanto mais perto mais o AF sofre para cravar), ou por estar com algo na frente, ou por estar fazendo alguma micro expressão facial (momento Metaforando) de dor/nojo ou olho fechado. Essas assim não vendem.
Por isso que eu falo, camera velhinha tipo a 40D/50D quando se acha baratinho compensa. A 40D acho que faz 6,5fps.
Os atletas correndo passam entre 15 e 8km/h (=~ 3m/s), Se tiver com lente fixa, vai ter somente 2 ou 3 segundos para enquadrar e fotografar o assunto… Isso até o foco sair do macro e ir até o infinito e vir rastreando acaba dando umas 5-10 fotos.

Um esquema legal é que corridas de rua costumam ter um percurso circular (raramente a corrida é de ponto à ponto), mas sempre saindo e chegando no mesmo lugar, então quando se está planejando onde ficar, é possível pegar dois momentos da corrida. Digamos pegar os atletas indo no KM 3 e depois voltando no KM 7 (numa prova de 10km).

Na Meia Maratona de SP eu consegui pegar os atletas no KM 3 e depois fui para o Minhocão peguei eles no KM8, depois desci o minhocão de volta para AV. Pacaembú e peguei eles no km17.
Na primeira passagem estavam todos agrupados, tipo 5 a 20 atletas no quadro, na segunda passagem já estavam em grupos de 3 (já melhor pra fotografar idividualmente), depois na última passagem estavam todos praticamente correndo solo, espaçados 10 metros entre cada.

Nessa corrida, eu fiquei com a M50 com 70-200 no Viaduto pegando o pessoal passando na Av. embaixo.
Depois no minhocão eu usei só a 6D com a 70-200 (faz 4,5 fps) mas como já estão mais espaçados deu pra enquadrar bem.
Por último no km17, eu fui de correia dupla com a 6d 70-200 num lado e a M50 com uma fisheye no outro.
A fish eu só tinha uma janela curta para enquadrar, sendo entre 2m a 1m de mim. A velocidade dela nessa hora ajudou (10 fps).

Aqui um link de galeria no imgur onde selecionei só as fotos que foram compradas pra exemplificar o que falei
https://imgur.com/a/46ARrEu

A plataforma da qual trabalho, a comissão do fotografo é 80% do valor de venda , não sei nas demais, algumas ja vi que é 70 ou menos.
Na galeria não tem isso de gerar pacote de varias fotos daquele atleta onde se consegue um desconto se comprar todas,
é 15 reais em alta ou 10 em baixa.

geralmente meu tick-medio por corrida é 200 a 400 , mas ja teve algumas de fazer 700 a 900 cada, valor liquido .
Fico em media uns 40min a 1:30h no max fotografando os atletas e depois a tarefa mais chata é no PC .

Sobre depreciação do equipamento eu meio que chutei o balde, prefiro a facilidade de trabalho e garantir as fotos em foco com qualidade, fiz uns evento com DSLR e não foi a mesma coisa por conta do angulo+lente que acostumei a fotografar, ficar preso ao viewfinder e etc, se for pra colocar uma tele estilo 70-200, meio que as fotos vão ser mais do mesmo ao dos colegas, ja tenho seguro do meu equipamento incluindo manutenção caso dê pau em obturador, então fico “tranquilo” e pau na maquina

Com a Tele, como o atleta não percebe que está sendo fotografado acaba ficando natural (não sei se essa é a melhor palavra aqui) e com uma meia tele o atleta já dá aquele sorrisinho ou faz jóinha.

Agora eu sinceramente não sei qual vende mais, se é a foto “Voyeur” ou se a foto mais ciente que está sendo fotografado. Tenho palpite que seja mais a segunda, vocês concordam? O que os dados ($) dizem?

Qual a resolução da foto em baixa? Porque a alta já é um S1 né?

Toda Canon com Dual Pixel é uma ML usando o LCD.
Da pra usar o OVF no ângulos comuns e o LCD para angulos diferentes.

Ta muito legal este tópico!!

Vou colocar algumas informações não relacionadas a fotografia em si mas que podem ajudar bastante, acessórios:

  • Banquinho:
    Item super importante pois evita que você tenha que permanecer em pé ou sentado no chão. Logo no início eu comprei uma banqueta da decathlon, de três pernas, bem pequena e portátil, custa apenas R$50…
    Prós: leve, pequena, prendo ela na parte de fora da mochila facilmente (qdo a prova é proxima eu vou de moto então é importante pra mim).
    Contra: pouco confortável, após 1 hora nela as costas estão pedindo socorro. Ficar sentado no banco limita a composição e o dinamismo de fotografar.

Atualmente tenho pensado em comprar uma cadeira dobrável de camping da decathlon que apesar de um pouco menos portátil ainda dá pra levar na mochila, e possui encosto para as costas o que dá muito mais conforto. Ainda não comprei pq em eventos mais curtos tenho optado por ficar de pé ou sentado no chão mesmo, e em eventos longos (IronMan por exp) eu consigo levar uma cadeira “de área” que tenho aqui em casa e é bem mais confortável.

  • Guarda-chuva:
    Utilizei um comum que não durou nada e pouco protegia da chuva com vento. Fui na decathlon e estava quase levando um guarda-chuva de golf que tem maior diâmetro, porém acabei pegando um guarda-sol/chuva para ser utilizado em barcos de pesca, ele tem diametro de 2 metros e o “cabo” é uma haste bem mais comprida, cerca de 1,7m quando esticada, e eu consigo enfiar a ponta dele no chão quando estou fotografando no mato. Quando uso a cadeira “de área” levo um elástico com gancho de moto e prendo ele na cadeira. Esse guarda-chuva me salvou bonito de um pau dágua que caiu no início de um IronMan, muita chuva e vento, e ele segurou a onda legal. A parte ruim é que é grande, porém veio com um case com alça, então mesmo na moto passo ele no ombro igual uma bolsa e levo comigo, qdo vou de carro é mais tranquilo ainda.

  • Capa de chuva pra lente:
    Esta um amigo fez pra mim, ele cortou uma capa de chuva em vários pedaços quadrados, passou um velcro em uma extremidade e a outra parte do velcro adesivo vai ao redor do para-sol da lente, aí só prender os velcros e a capa cobre a lente e a câmera, não protege vc mas protege o equipo bem legalzinho, uso com a 70-200 que tem o parassol grande.

  • Chapéu de pescador:
    comprado na decatlhon também, abas moles pra não atrapalhar quando enquadro na vertical e aquela extensão que protege a nuca.

  • Fita crepe: uso para fixar o flash remoto no meio das trilhas.

  • Repelente e protetor solar: sempre na mochila.

  • Camiseta UV manga longa: no trilhasBR adquiri apenas o colete que identifica o fotógrafo, uso por cima de outra roupa. Eventos Fotop que faço esporadicamente não uso nada que identifique.

Acho que isso é o principal, se lembrar algo a mais acrescento aqui.

Aqui meu “setup” completo rsrsrs em dia de chuva e com a cadeira de área.

O mais interessante do banquinho é que ele deixa o fotógrafo numa posição boa para fazer um enquadramento “Contra Plongée”.
Esse enquadramento tem uma semiótica que passa a mensagem de Poder e também meio que alonga a silhueta. E Convenhamos, quase todo mundo gosta de parecer mais magro na foto.

Ex. Contra Plongée:


Aqui eu tenho usado um tapetinho de ioga (de EVA fino), aí me deito literalmente no chão.

Tipo assim (só que no tapete):

E aqui algumas fotos de alguns eventos, maioria ciclismo. Aqui em Floripa todo domingo eles fecham a beira-mar para o pessoal andar de bike, é bem legal de ir, já fui algumas vezes, nem sempre vende mas não tem identificação (por ser treino fotop permite reconhecimento facial) e isso, somado ao fato de eles passarem varias vezes no mesmo lugar, possibilita arriscar umas composições mais ousadas.

Acho que pelo menos uma foto abaixo eu usei flash remoto (dentro da trilha). Gosto bastante de deitar no chão e pegar um este ângulo também.

Fiz uns eventos de futebol também em Floripa (o trilhasBR é forte nas provas de ciclismo mas também faz outros esportes, futebol, downhill, skate, corrida de UTV, beach tenis, tenis e o que aparecer).
Depois vou ver se coloca umas fotos de maratona, que é mais o assunto do tópico, estão no HD que nao esta comigo agora.

Verdade. Eu me deito no chão mesmo, to nem aí kkkkk … Não uso muita edição nas fotos, sempre JPG médio qualidade baixa, subo no LR, preset padrão e deu…

Um detalhe, no fotop quando se sobe foto numerada ele não sabe contar direito, aí a ordem fica meio aleatória, nos números 11, 111, etc… ai sempre numero partindo do 10000… pra qm numera no braço faz mta diferença.

Ai é loteria, bem complicado , cada atleta diz uma coisa, vi uns comentando que gostam da foto de corpo inteiro já outros meio corpo com desfoque kkk

Isso é verdade porem na pratica nao é tao simples assim, algumas dslr no liveview ficam lentas,não fica a mesma coisa de uma mirror dedicada, ja tentei isso com uma 80D e não gostei mas ai é gosto de cada um, tambem não sou fã de lcd fixo.

Aqui aconteceu a mesma coisa no inicio quando fazia a indentificação no braço, questionei o desenvolver da plataforma e ele me orientou a renomear em _0001 , 0002 , 0003 , no lightroom nas opções avançadas de renomear os arquivos ja faz isso direitinho, nunca mais tive problema de ficar embaralhado na hora de numerar