O homem iluminado, duane michals

que idiota fui eu ao acreditar que seria tão fácil.

eu confundi as aparências de automóveis, árvores e pessoas com realidade e acreditei que uma fotografia dessas aparências seria necessariamente uma fotografia delas.

é uma verdade melancólica o fato de que eu nunca serei capaz de fotografar as coisas da realidade e, portanto, só poderei falhar.

eu sou um reflexo fotografando outros reflexos com seus reflexos…

fotografar a realidade é fotografar o nada.

duane michals, 18/02/1932-09/06/2026

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Que massa!!!

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Muito bom… fotografia tem um jeito de impactar incrível!

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duane michals nos deixou essa semana. sua câmera nunca buscou apenas registrar a superfície. sua obra entrega à eternidade a revolução do invisível na fotografia contemporânea.

michals subverteu o “momento decisivo” com suas sequências narrativas e sua assinatura inconfundível. trabalhando no limite do real, ele ousou fotografar não o que víamos, mas o que sentíamos; mestre das duplas exposições e das sequências, coreografou fantasmas, sombras e espelhos.

michals provou o tempo todo que a câmera serve para algo mais que documentar o mundo: ela pode reinventá-lo.