Ninguém tem o costume de se perguntar de onde as coisas vêm. E depois, de perguntar de onde elas realmente vêm. Olhe em volta, todas as coisas que existe em torno de nós são feitas de átomos de Carbono, Oxigênio, Nitrogênio e outros elementos químicos. E estes átomos são extremamente antigos. E todos eles vêm de grandes estrelas que morreram há muito tempo, ejetando grandes quantidades destes elementos, formados a partir do Hidrogênio que se fundia em sua superfície. Estes elementos foram se juntando ao redor de estrelas que vieram depois, formando pequenos aglomerados que, de tanto baterem uns nos outros, foram se juntando e estabilizando suas órbitas até formarem planetas.
Estrelas de massa de 1 a 8 vezes o tamanho do Sol não explodem, mas tentam. Quando a gravidade começa a ser maior que força da combustão interna, a estrela começa a colapsar, causando um aumento repentino na temperatura, e gerando elementos de peso atômico até o Carbono. Após a ejeção desta camada, a estrela perde massa, e suas camadas externas começam a aumentar de tamanho até finalmente se desfazerem no Espaço, deixando um núcleo quente e compacto, chamado de Anã Branca.
A Nebulosa do Sino (Dumbbell Nebula, M27, Messier 27) é uma nebulosa bem brilhante, causada por uma (agora) anã branca, que é o estágio final deste tipo de estrela. Foi a primeira nebulosa deste tipo já observada, no século 16.
É um assunto fácil de ser fotografado (embora eu só tenha capturado 24*90s=36 minutos), mas difícil de ser processado bem, não querendo dizer que este é o caso ainda. Como sempre, clicando na foto dá pra ver com melhor resolução e tamanho.
Fico realmente impressionado e consigo imaginar o quanto de dedicação, esforço e estudo técnico são necessários para alcançar uma captura como essa. Meu sonho é um pouco mais simples; ainda desejo fotografar a Via Láctea. Tenho a intenção de realizar esse objetivo ainda este ano. Parabéns, Felipe!
Aproveitei dados dos anos passados, e adicionei 4 horas coletadas esta semana. O resultado aparece bem, nas “asas” que agora aparecem bem pronunicadas e sem muito ruido. Mas também aparece nas estrelas que, ao invés de serem cruzes perfeitas, agora parecem hélices, porque eu desmontei o telescópio e não montei depois no mesmo exato alinhamento com o suporte que monta na montagem equatorial… Teria como empilhar duas vezes, uma delas somente pra aproveitar as estrelas com o mesmo alinhamento em relação ao telescópio, mas fiquei com preguiça.
Pra variar, há mais poeira estelar ao redor da nebulosa que eu estou acostumado a ver… Fica mais fácil de ver na parte inferior da imagem.
Usei minha fiel câmera Ogma AP26CC, filtro Antlia Triband RGB e telescópio Sky Watcher Quattro 200P. Quanto ao corretor de coma (distorção esférica), usei tanto o da Sky Watcher (1x, não aumenta nem diminui o tamanho da imagem) quanto o Starizona Nexus 0.75x, que reduz em 0.75x, mas aumenta a velocidade de f/4 pra f/3.
Processei com Pixinsight. Finalmente, parece que o JPEG não é feito pra este tipo de imagem, porque as regiões mais escuras ficaram meio esquisitas ao redor das estrelas. Na minha tela aqui, a imagem transita suavemente entre as áreas sem e com estrelas.