Câmera caiu na água

Pessoal,

logo quando comprei minha Canon T5 eu caí na água e a câmera veio junto. Ela estava desligada na hora, abri, tirei a bateria, desconectei a lente e caiu muita água da lente.
A queda: eu escorreguei e caí de bunda, a câmera molhou, mas eu levantei ela logo. A queda foi em água doce.

Sequei o máximo que pude, botei num vidro com arroz até o talo e deixei por dias. Abri de novo a câmera, vi que a água estava aglutinada, então sequei com cotonetes*. Encaminhei para um técnico para fazer um orçamento. Dias depois ele relatou que tinha que trocar a placa principal e a placa da lente e foi cobrado quase mil reais. Eu peguei a câmera e ela ligou.

Vocês acham justo esse valor ? Eu tenho dúvidas se as peças foram trocadas sem autorização, pois não tinha autorizado àquela altura.

A câmera funciona, não queimou, eu uso sempre. A lente tem detritos de poeiras.

  • na verdade removi o grosso de umidade

Justo não sei dizer, porém o cara fez o serviço sem sua autorização?

Você não ligou a camera antes de enviar?

Grandes chances dele está te enrolando.

Se o corpo da câmera é submerso em água doce (cachoeira, riacho, etc), só há risco real de danos se ele estiver ligado (haverá curto na placa) ou se a secagem e limpeza interna não for bem feita.

Vencidos esses pontos, as chances da câmera voltar a funcionar normalmente são enormes, sem a necessidade de substituição de nenhuma peça.

Se tivesse caído em água salgada o problema seria muito mais grave, já que o sal corrói as trilhas de cobre da placa e terminais de contato. Água de piscina também é perigosa, devido ao cloro adicionado.

De resto, é relativamente tranquilo e não deveria custar tudo isso não.

Pelo seu relato, também fiquei com a impressão que o técnico está te enrolando.

Grande e forte abraço.

Não liguei a câmera antes com medo de curto circuito. O arroz somente aglutinou em gotas maiores e removi com cotonete.

De outra vez perdi uma Sony HX-1 por ter caído na água do mar. Foi PT ligeiro, estava ligada na hora. A Canon estava desligada por sorte.

Eu pedi um orçamento e o técnico deu a entender que trocou peças. Eu sendo ele tinha dito, abri, fiz limpeza e lubrificação, cobro tanto. A câmera estava fechada quando cheguei na assistência. Acho mesmo que ele queria me enrolar.

Uma 50mm minha caiu no mar, chegou em casa dei um banho de agua doce, depois um banho de alcool para secar mais rapido.
Coloquei mais de uma semana num pote de arroz, usei ela tranquilamente durante anos depois.

:eek: só faltou um banho de pipoca :hysterical:

Melhor que arroz é deixar o equipamento no sol até estar bem seco. Só não vale pegar chuva :no:

Fiz os 02, o pote de arroz ficava na janela do apt.

Só não misture mais arroz com equipamento fotográfico, as chances de “fungar” é muito grande no futuro.

O arroz solta pó que é um ótimo alimento para os fungos. Como disse o colega anteriormente apenas deixar tomando sol por algumas horas já resolveria o problema, eu particularmente compraria 1kg de sílica gel (uns 50 reais no mercado livre) e deixaria dentro de uma caixa hermética, o sol quando muito forte esquenta a água muito rápida e ela vai condensar nos vidros da lente.

Até a sílica chegar pelos correios já perdi a lente.

Arroz não serve. Compre um desumidificador quimico daqueles de pote, tipo Seccar. Cuidado para não virar.

Mas mesmo que seque as lentes ficarão imundas por dentro.

Isso é verdade :hysterical:

Bem lembrado.

Sobre quedas em água salgada eu lavaria três vezes, uma tríplice, pelo fato de na primeira lavagem não sair todo o sal. Assim as três lavagens tem de ser uma após a outra e somente colocar para secar após as três lavagens.
A minha câmera caiu ligada no mar, deu curto na hora, eu estava longe da cidade, e também não tinha idéia de como proceder o resgate do aparelho. Se eu tivesse lavado na hora talvez ela fosse salva.

Gente, grato pelas explicações.

Pelo que é falado do arroz secar, não vi isso na minha câmera, apenas aglutinou as gotas. E jogou pó alimento de fungos !

Sílica não precisa vir por Correios, pode ser comprada em farmácias ou comércio de produtos químicos.

O técnico não desmontou a câmera, porque hoje um ano após o incidente a lente está bem suja de detritos oriundos da secagem da água.

Uma boa referência são as câmeras a prova d’agua. no manual eles sugerem que se lave a câmera com água doce, depois a deixe de molho mergulhada em água doce por alguns minutos e só então secar e abrir o case patra tirar placa de memória, bateria e afins. A idéia do molho é deixar o sal ir se diluindo e largando a câmera. Como medida extra costumo trocar a água do molho algumas vezes, pois assim a baixa concentraçao da nova água ajuda a diluir qq resto de sal. Só depois de todo este procedimento é que vem o enxugamento e abertura da câmera. Caso o equipamento caia em água salgada, seja quan for ele, a primeira providência é retirar todas as baterias que existam. Todas! Inclusive alguma secundária. Sem esta é relativamente seguro “lavar” o equipamento. Mas sinceramente água salgada resultará em posterior enferrujamento das placas internas. Uma vez parte do teto de um laboratório de computação quebrou e a água de uma chuva torrencial literalmente caiu nas máquinas. Por sorte tinha alguém trabalhando lá na madrugada e, depois de um choque elétrico de leve para acordar, ele correu e desligou a chave geral. Monitores, mouses, teclados e inclusive alguns acessórios táteis de realidade virtual encharcaram, a ponto de se virar eles de quina e a água jorrar. Deixamos tudo no sol por coisa de uma semana (pode ter sido exagero, mas Petrópolis é muito úmido no Quitandinha) tudo funcionou (exceto um mouse e um teclado, que se recusaram, pelo que me lembro). Algum tempo depois alguns dos itens, que voltaram a ser usados normalmemte, começaram a dar um probleminha aqui e outro ali, mas por sorte a maioria já estava na época de ser trocado, exceto os de realidade virtual. Até hoje usamos um destes que funciona mais ou menos. MAs pelo menos dá para desenvolver software com ele. Depois usamos outro mais recente que não tem problema para o uso definitivo. Ou seja, na mminha ótica se um equipamento qualquer cair na água, é hora de levá-lo no cartório e casar como ele. Não é razoável vendê-lo a alguém, a não ser que a pessoa saiba do histórico e não se importe com isso.

Me recordo que minha irmã reportou que vez por outra ela lava o liquidificador dela. Abre, lava tudo, inclusive placas e afins, depois deixa secar bem e volta a usar. Não tendo bateria no equipamento é relativamente seguro fazê-lo (cuidado com flashes, pois o capacitor guarda muita carga mesmo depois das baterias removidas. Um flash cair na água é usualmente defunto, exatamente por isso (a não ser que a água não chegue a entrar no case).

Minha Olympus TG-4 eu vendi com sua caixa e todos os acessórios, praticamente como veio da loja. A TG-5 infelizmente quem me trouxe não trouxe a caixa. Acho que dela não conseguirei receber a caixa :no:

Finalmente, sobre o que se mencionou que alguém estava vendendo uma caixa de uma câmera. O número de série da caixa precisa ser o mesmo do corpo da câmera ou lente. Se não forem iguais a caixa não pertence àquele conjunto Minha 6D tinha a caixa original, mas como quando comprei havia um cupom de desconto de US$400, que exigia o recorte e envio do número de série da caixa, como comprovação de compra, aquela caixa tinha esta parte recortada. Mas na nota ficava claro que havia o cupon, e o restante da documentação (garantia, etc.) continua o número de série adequado. Com isso não houve problema na venda. Aquela câmera (a segunda que vendi, depois da S5 IS que foi substituída pela SX10 IS listada acima, pois a maioria eu acabo guardando - A TG4 sendo substituida pela TG5 foi outra que vendi) vendeu super rápido aqui. O desconto de US$400 que tive ajudou nisso.

Outros itens de informática que vendi (muitos no eBay e alguns no ML) sempre foram com tudo o que vinha na embalagem original (inclusive a própria embalagem, incluindo isopores, sacos, amarras, etc.) sempre resultavam em um feliz comprador. Entre uma câmera barata sem nada dela e outra nem tão barata mas com tudo original, eu compraria a segunda…

Belo relato jauvane

Então posso deixar de molho se cair na água com sal.
A lente EF-S 18-55 ficou com micro-partículas por causa da água da cachoeira. Já vi com um colega fotógrafo que é sujeira, pensava que fosse fungo. Vou deixá-la assim. Faço astrofotos com ela, macro, fotos de paisagens, casario antigo, ambientes internos. Sou amador.

A sua lavagem extra remete à tríplice lavagem. Vale o raciocínio de que a sujeira se solte em camadas, precisando de mais etapas de lavagem para conseguir limpar todo o equipamento. Vou fazer os testes com o liquidificador velho, para criar segurança e partir para procedimento com câmera, só não vou mexer na lente da T5. Tenho soprador de ar quente/frio também ou posso usar antimofo.

Uma câmera só desliga completamente se retirar a bateria, o desligamento no botão (off) ainda mantem algumas circuitos energizados, como o relógio, ou o circuíto que leva a energia até o próprio botão On/Off, no caso das Nikon ainda é possível ver algumas informações no LCD superior como o numero de fotos restantes e os slots ocupados, não lembro se na Canon tem algo parecido, mas com certeza algum circuíto energizado ela tem.

Lentes desconectadas da câmera são bem menos passível de danos ao cair na água.

Detalhe importante é que as câmeras que possuem o flash pop up armazenam energia no capacitor por várias horas mesmo sem a bateria na câmera.

E outro detalhe é que a câmera também possui uma pequena bateria para controle do relógio e em alguns casos do GPS. esta bateria não pode ser removida e geralmente dura vários dias, se não fosse isso o relógio da câmera ficaria desregulado assim que tirasse a bateria principal da câmera.

Ou seja, câmera digital geralmente não fica sem energia, sempre tem um circuito energizado.