O ano, 1928. Três brasileiros utilizando dois Ford Modelo T, o “Brasil” um sedan fabricado em 1918 (e doado pelo jornal “O Globo”) e “São Paulo” uma picape fabricada em 1925 (doada pelo “Jornal do Comércio” em São Paulo). Os heróis, Leônidas Borges de Oliveira (Descalvado-SP), Francisco Lopes da Cruz (Florianópolis-SC) e Giuseppe Mario Fava (Bariri-SP).
Leônidas era Major do Exército Brasileiro. Francisco, prático de Topografia e Fava mecânico.
A viagem durou DEZ ANOS… Por estradas que precisaram ser abertas pois não existiam… Utilizando combustíveis que não existiam,pois não há postos de abastecimento onde não há estradas… Atravessando a Cordilheira dos Andes em temperaturas sub-zero… Desmontando os carros pra atravessar o temido “Tapón del Darien”…
Nos EUA, foram recebidos por Henry Ford I e por Franklin Delano Roosevelt…
Leônidas e Francisco morreram na década de 60… Fava morreu no ano 2000. Vivia na casa de parentes em Paranavaí-PR e era chamado de “velho louco que inventava histórias de viagem”…
Hoje tem um museu na cidade de Bariri-SP onde está exposto o “Brasil” que foi resgatado de um galpão de SP-Trans. O “São Paulo” foi consumido pelo tempo abandonado num depósito ao relento.
Estive ontem no Museu Mário Fava… As fotos mostram o “Brasil”…
Que história incrível! Quais combustíveis será que utilizaram??
Merecia um filme!!!
Como dito acima, se fossem americanos, hoje seriam idolatrados como ícones da história automobilistica, mas em se tratando de brasil, nossos heróis sempre caem no esquecimento. Triste fim.
Daria um filme e tanto… Com direito até mesmo a momentos onde os heróis esperavam pela morte certa, pois estavam perdidos dentro da Amazônia colombiana, extremamente doentes de malária e esperando pela morte. Foram milagrosamente salvos por nativos que os conduziram pelo caminho de saída da mata…
Sensacional! Por coincidência, terei que ir até Bariri buscar uns documentos de antepassados, e já vou passar no museu e comprar um dos livros - que história incrível!
Comprei os dois livros… Um escrito pelo baririense Osni Ferrari, que é meio como uma crônica… E tem também o que foi escrito pelo Beto Braga, uma edição muito mais refinada (e cara também). Já li o do Osni, agora estou no Braga…
O museu tem apenas um guia lá. Eles pedem pra agendar a visita, o que melhora a experiência. Eu não agendei, mas dei a sorte de estar vazio na hora…