Destino

É aqui, no meio do nada, que aprendemos que os nossos mapas, por mais elaborados que sejam, não representam o quadro completo ou o terreno que pretendem retratar. O destino não é simplesmente o ponto fixo no final do caminho, imóvel e à espera daqueles que chegam com pressa. Dois pontos na mesma linha reta jamais se encontrarão. A vida tem o seu ritmo, e, é indiferente aos nossos, por muito que pareçam imperturbáveis. Não existem finais providos de revelações. O meio não é o espaço entre as coisas, entre a esquerda e a direita; é o mundo na sua prática contínua de se mundificar.

Destino – FERNANDO KASKAIS

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Fantástica!!!