HD 140283, a Estrela de Matusalém

HD 140283 é uma estrela visualmente comum, mas espectralmente bastante peculiar. É uma estrela de baixa metalicidade, ou seja, que contém pouquíssimos elementos em sua luz espectral: principalmente hidrogênio e hélio. É a estrela bem no centro do quadro.

Estrelas como o nosso Sol são classificadas como estrelas de população I, que são relativamente jovens em relação ao Universo. Como tais, elas têm elevados níveis de elementos acima do peso atômico do hélio (portanto alta metalicidade), que se formaram a partir das estrelas que vieram antes. Antes delas, existem (ou existiram) as estrelas de população II, que possuem baixa metalicidade, ou seja, apenas traços de elementos diferentes de hidrogênio e hélio. Antes delas ainda, estrelas de população III conteriam somente estes elementos. “Conteriam” porque nenhuma dessas estrelas foi encontrada até hoje.

A Estrela de Matusalém é estimada em ter 13.787 bilhões de anos, e está a cerca de 200 anos-luz de nós. Aqui eu confesso que fico meio cabreiro quanto a tudo o que sabemos sobre as estrelas: como pode a mais antiga estrela conhecida ficar tão próxima de nós, cercada por um ambiente tão mais novo que ela? Pra mim, não faz muito sentido.

O motivo de ter escolhido este assunto é porque comprei um novo corretor, Baader MPCC (Multi-Purpose Coma Corrector), que supostamente não causa os fortes gradientes que tenho eliminado das minhas imagens. E, de fato, esta estrela estava bem próxima à Lua quase cheia ontem, e ainda assim não observei nenhum gradiente difícil de ser removido.

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Como se pode ver na inspeção de aberração, meu sistema ainda está distorcendo as estrelas nas bordas. As estrelas alongadas em direção ao centro significa que preciso afastar a câmera do corretor, coisa de 0.5 a 1mm.

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