“Morri pela beleza”, escreveu Keats com o melodrama característico dos românticos. Existem enquadramentos que são um deslumbrante desafio a esse niilismo estético, obrigando-me a lembrar que faço fotografia para extrair do meio o máximo de beleza possível. Há coisas simples, que não são belas em si mesmas, como um barco ou um barraco, e, no entanto, impossivelmente juntas, tornam-se “testemunhas vivas” deste belíssimo mundo azul, pulsando nas suas coordenadas com simetrias quase perfeitas, uma fixa e outra nómada.
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