Causou um fuzuê nesta última semana a observação de uma Supernova (explosão de estrela), chamada 2023ifx em um tradicional assunto de astrofoto desta época do ano, a Galáxia do Moinho (Pinwheel Galaxy). Apesar de eu ter dado o azar de minha antiga câmera ter quebrado de vez durante a captura, dei sorte de ter capturado uma imagem antes, feita em 19 de abril. Já com a câmera nova, consegui uma foto durante a supernova, nessa última quinta, 25/5.
Ambas capturadas com um SkyWatcher Quattro 200P e redutor Starizona 0.75. Ambas empilhadas com ASIStudio e editadas com Affinity Photo. “Antes” com uma ZWO ASI294MC Pro e “Depois” com uma Ogma AP26CC. Como sempre, clicando na imagem é possível ver maior.
Ainda me adaptando à câmera nova. Pular de 12 pra 26 Mp não é brincadeira: cada arquivo fits passou de 22 pra 55 MB. São necessárias dezenas (centenas em alguns casos) de arquivos pra coletar luz suficiente. Aqui foram 38 x 2 minutos, ou 1 hora e 16 minutos.
Eu normalmente uso o Topaz Photo, uma vez que não tenho o LR. Mas hoje em dia existem ferramentas de redução de ruído dedicadas à astrofoto, tais como o BlurXterminator e o AstroSharp. O primeiro só funciona no Pixinsight (o equivalente ao PS no mundo da astrofoto), e o segundo eu ainda nem consegui fazer funcionar. Fico me perguntando por que essas ferramentas de astrofoto são tão desnecessariamente difíceis.
Mas note que o ruído é inversamente proporcional ao tempo de exposição. E o assunto é bastante estático (há uma supernova acontecendo, que durou alguns dias), então seria fácil (e correto) aumentar o tempo de exposição ao invés de usar ferramentas AI. Eu é que sou preguiçoso de usar essas ferramentas pra compensar meu mísero 1.5 horas de exposição. Eu gosto de expor pelo menos 6 horas em um assunto, mas há gente que fica mais de 100 (!) horas em um único assunto.