E hoje, que vai usar a mesma bateria da O-M1 - então vai ser uma O-M1 mini, e por isso a OM Digital disse que essa câmera não é uma sucessora da E-M5 MK III; o preço deve ser mais alto (principalmente por causa do sensor), imagino que na faixa dos 1599-1699 dólares.
Pensei bastante em postar esse aqui, pois tinha todo o jeito que o 43rumors tinha sido hackeado, pois essas fotos contradizem TODOS os rumores que ele havia postado até agora. Mas, como o Andrea não desmentiu, e pessoal começou a levantar umas hipóteses plausíveis…
Sim, a OM-5 teria o mesmo corpo da E-M5 MK III. Preço de $1199,00.
Isso contradiz todos os rumores anteriores - grip maior (não teria), mesmo sensor da OM-1 (quase impossível fazer uma câmera com sensor stacked por esse preço), mesma bateria da O-M1 (não cabe nesse corpo). E as fotos realmente parecem um photoshop grosseiro.
Porém…a OM System é nova, não deve ter muita grana em casa, e o desenvolvimento da OM-1 não deve ter sido barato. Então, faria sentido usar o corpo da E-M5 MK III (menos custo), o mesmo antigo sensor de 20mp com PDAF, talvez com alguma otimização, e usar o novo chipset da O-M1, com maior processamento e reconhecimento AI. Especialmente se não for existir uma O-M10 - ou essa fosse o mesmo esquema, uma E-M10 MK IV com PDAF e o mesmo corpo.
De todo jeito, acho que seria um bom desapontamento. Primeiro, teriam de resolver os problemas de construção da E-M5 MK III - notadamente o suporte de tripé fraco e o descolamento do suporte de dedão traseiro. Segundo, lançar uma câmera atual sem joystick traseiro é meio suicídio - as Fuji possuem, as Canon APS-C possuem - nunca tive problema com usar o “trackpad” no LCD para isso, mas joystick é bem melhor.
Pessoalmente não pretendo mais investir no sistema, mas não estou com muita vontade (nem saco) de vender todo o equipamento que tenho aqui (1 câmera + 6 lentes). Pela grana está valendo mais a pena uma Sony ou uma Fuji.
Pela lista de recursos que pessoal traduziu, e com uma foto mostrando o menu antigo, parece que basicamente colocaram a E-M1 MK III dentro do corpo da E-M5 MK III.
Mudei pra Fuji pois, como já falei aqui, acho que o formato está ameaçado, por falta de investimento e pela tendência de quererem transformar ele em formato de nicho - vídeo pela Panasonic, aventura / wildlife pela OM Digital, além das dificuldades do formato nunca ter sido vendido oficialmente por aqui. Me dói pois comecei no m4/3 e ainda adoro o formato.
Eu gosto do formato pra viagens e uso geral, pequeno tamanho, peso e portabilidade, e isso está ficando em segundo plano. Já vendi todos os corpos (exceto a GH2 e a E-P1, que valem nada e vão ficar pelo valor sentimental e pelas cores dos sensores) e algumas lentes. Ainda vou vender várias, devo ficar somente com a Panasonic 12-32 e a Olympus 45mm f/1.8; algumas vão doer na alma de vender, como a Oly 75mm f/1.8.
Talvez inconscientemente ainda não tenha vendido o resto (cerca de 7 lentes) com alguma esperança de ver vida no formato na utilização que me interessa. A OM-5 poderia ser ela, mas não é, é algo já existente em um pacote menor - e pela qualidade de construção, a E-M1 MK III ainda é mais jogo.
E minhas fotos com a Fuji tem saído com qualidade melhor - não só por um pouco mais de resolução, mas provavelmente pelas lentes. Nunca achei ruim as lentes do m4/3, ainda mais que sempre que eu podia usava em f/5.6 (abertura geralmente ótima nas lentes m4/3), mas especialmente as zooms da Fuji são ótimas.
E as últimas lentes lançadas para m4/3 com qualidade (a princípio, nunca as testei) superior estão com o mesmo tamanho das Fuji, negando um aspecto que mais me atraía pro m4/3. Exemplos com o meu kit atual Fuji (as distâncias focais relativas ao full frame):
Zoom comum - 14/18mm - 80/85mm
As 14-42 “kit” do m4/3 são boas, mas não chegam a ser incríveis. A 12-32 eu achei até melhor, tanto que vou manter (o tamanho é incrível), mas também não é sensacional. A 18-55 f/2.8-4 da Fuji é nitidamente melhor que as zoom m4/3 que tive, além da abertura maior. Então, resolvi comparar com as Olympus Pro.
A Olympus 12-45 f/4 é praticamente do mesmo tamanho, e com abertura menor no wide-end. A Olympus 12-40 f/2.8 é maior, mesma abertura no wide (mas em termos de high iso, perde pelo sensor) e é mais ou menos equivalente no tele.
Dá para diminuir o tamanho? Dá - a Sigma que coloquei junto (e que estou esperando sair para Fuji) é f/2.8 constante, APS-C, e é até menor que todas as outras.
Sim, as m4/3 são mais wide (e o 24mm eq. me falz falta), mas fora isso, a vantagem de tamanho sumiu.
Zoom 24-120 ou próximo:
Novamente, tamanho quase igual. Peso, o conjunto Fuji começa a ficar mais notável - um dos motivos que não peguei a 16-80. E a Panaleica é mais cara que a Fuji.
E por aí vai. Acho que faltam tanto pra m4/3 como para Fuji lentes como a Sigma que coloquei no 1o link - tamanho reduzido, abertura grande, mesmo que com alguma redução de qualidade na imagem.
Nas primes, as coisas se equivalem - na verdade, o m4/3 ainda tem alguma vantagem de tamanho.
Ainda está longe de ser perfeito pra mim no mundo Fuji - sinto falta de uma “GX85” Fuji. A X-E4 veio capada de controles e (principalmente) sem IBIS, o que não me serve. Tenho a X-S10 que é MUITO boa, mas ainda chama um pouco de atenção com seu jeito “SLR” - e pelo culto dos “fotógrafos raiz” que existe na Fuji, não vejo as linhas X-E e X-Pro ganhando IBIS no futuro.
Enfim, triste por ter saído do m4/3, mas não sou mais o público alvo deles.
Pois é. Também não vejo muito futuro no sistema e certamente não compraria outra MFT, menos ainda se custar mais do que mil dólares. MFT (da Panasonic) é muito forte no segmento de vídeo, mas no de fotos foi amplamente suplantado pelas mirrorless da Fuji e da Sony.
A melhor lente de kit MFT é sem dúvida a Pana 14-45 OIS original da GF1, há uma diferença bem visível para as 14-42 da Oly e da Pana.
A LX100 embora seja MFT é uma compacta com lente fixa, então é um caso distinto e uma ótima câmera secundária para viagens.
Não que o sistema vá sumir. O que quis dizer é que para mim já meio que deu o que tinha que dar, encontrei outras soluções melhores no meu caso.
O MFT ainda tem um longo caminho na área de vídeo, é bem consolidado no setor, mas não graças à Olympus.
A OM-5 foi lançada e, realmente, é uma E-M1 MK III no corpo da E-M5 MK III - com sorte, a Om Digital resolveu os problemas de construção da E-M5 MK III (fragilidade no suporte de tripé e suporte traseiro de dedo descolando fácil.
O preço é $1199, bem no meio da Fuji X-S10 e da Canon R7. Mas a maior concorrente dela são as outras câmeras antigas da Olympus. Se não precisar dos recursos “novos”, a E-M5 MK III está $899 nova. Ou a E-M1 MK III, que é a mesma câmera mas com dois slots SD, construção mais robusta, joystick de af, e algumas pequenas diferenças pra melhor em relação à essa nova, por $1499.
Os primeiros reviews refletem esse desapontamento, especialmente após a OM-1, que trouxe muitas novidades.