Paciência

Talvez esteja ali sentado desde sempre, esperando por um peixe que não existe, como quem persegue um sonho, como quem arrisca a vida por uma grande causa. Não importa se prende a respiração esperando que o peixe morda o isco, ou, se apenas está pescando outra desilusão. Não importa, porque enquanto estiver esperando, não está vivendo. Está fora do mundo e fora do tempo, pescando em dois mares simultaneamente; com isco, no mar salgado, com a imaginação, no seu mar interior. O peixe não interessa para nada.

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Lembrei do meu avô português… Detestava pescaria… Por isso não ensinou meu pai a pescar… Que não me ensinou a pescar… Que não ensinei meus filhos a pescar… Meu avô dizia do topo de sua mentalidade transmontana: “Não espero por quem não me prometeu!”…

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