No fundo, não passamos de um brinquedo, uma bola nas mãos, ou melhor, nos pés do Destino, que nos chuta para a frente e para longe. Uma vezes acerta, outras não. Quando acerta entre os postes fazemos golo, quando não acerta, batemos na trave ou vamos para canto. Na verdade, o Destino acerta sempre, uns nasceram para vencer, outros para perder, o que dá igual, pois nascemos todos para morrer.
Sei que existe em Portugal grandes artistas portugueses em todas as áreas, com visibilidade lá e na Europa com certeza. Mas não vemos além mar, no Brasil, nenhuma figura de destaque no teatro, no cinema, na pintura, na escultura e outros segmentos. Entretanto na literatura só tem fera. Eita povo bom para escrita. Sabem aproveitar bem, desde os tempos de Camões, esta rica lingua.