Em impressões grandes já notei diferenças sim, principalmente a do moiré que falaste. Como já notei nisso, vou me reservar apenas ao moiré pra simplificação da continuação dessa resposta/pergunta.
Suponhamos que eu escaneie um filme 35mm num excelente scanner de tambor. Por melhor que seja o scanner, ele não vai conseguir extrair esse diferencial da película que estamos comentando aqui (0 de moiré), pois ele lê as coisas e as organiza simetricamente (por ter um sensor), então o moiré que não existia no filme vai começar a existir no resultado do scan por conta do sensor do scanner.
A camada de cor mais alta contém um corante amarelo para captar o azul, devido ao fato da cor amarela absorver o azul e refletir o amarelo. A camada do meio é sensível ao verde, pois contém corante magenta que absorve o verde. A camada sensível ao vermelho é a mais profunda e contém corante ciano, que absorve a cor vermelha. Portanto esse corantes ciano, amarelo e magenta servem para absorver as cores dos canais RGB. Logo após a revelação esses corantes se mantém e formam uma imagem com o padrão CMY, ou seja de impressão. É isso mesmo?
Num sensor de imagem é bem diferente. Acima de cada pixel há um filtro, ou vermelho ou verde ou azul, ou seja, captará só a intensidade luminosa de cada cor. Então eu acho que posso afirmar que o filme tem camadas que realmente são sensíveis às cores, enquanto um sensor só captará o nível de luminosidade de cada cor, é isso?
Quanto ao escaneamento de 6400dpi que você falou é só nominal. Digitalizando um filme nesta resolução não significa que ela terá efetivamente 54MP mesmo que a imagem do filme tenha essa resolução ou superior. Isso só é o número de pixels da imagem digitalizada. Veja esta imagem de um Velvia 50 35mm digitalizada num V750 comparada com um Imacon 949 de 8000dpi redimensionada para 6400dpi.
Notou que o Imacon possui detalhes bem mais finos e o Epson parece uma imagem interpolada?
Agora imagine essa mesma imagem num drum scanner de 12000dpi. Certamente estaria com um nível de detalhes maior que o Imacon.
Depende. Se o seu scanner tiver uma imagem bem nítida e a resolução da digitalização for baixa comparada com a do filme, provavelmente vc terá moiré. Para evitá-lo terias que digitalizar numa resolução bem alta.
Quanto mais alta a resolução de digitalização melhor, pois é como se fosse uma transição. Menor a resolução mais próxima de imagens formadas por pixel e consequentemente mais moiré. Maior a resolução mais próximo do que o filme é na realidade, pois o tamanho do pixel tende a zero e o filme não tem pixel.
Dividir pra conquistar. Se conseguirmos um scan de tão alta resolução que cada ponto digitalizado fique numa fração do tamanho do grão, conseguimos simular até mesmo essas transições do filme.
Bem, o transistor “matou” a valvula (do mercado em geral) há mais de 40 anos.
Mas até hoje existem várias empresas especializadas em vender amplificadores valvulados novos (e são bem caros)
E quem houve um valvulado de 15W (quinze) watts, por ex, um Cary CAD 300 SEI com auto-falantes de 15", percebe qualidade de som melhor do que de um transistorizado moderno de 150W com caixas modernas de 6". (e o vomule dos 15W do valvulado é maior do que um transistorizado de 50W)
O tamanho da caixa é a mídia (Medio formato ou 35mm).
A conversao de som das valvulas é o processo quimico.
Por mais que se vendam caixas melhores que “fazem” o mesmo… Por mais que se façam transistores mais precisos…
ainda existem discussões entre os aficcionados por audio sobre o porquê do som transistorizado não ser melhor…
Estimo uma historia parecida com o filme quimico versos o digital.
É uma questão de ouvido (ou de olho) e por mais que coloquemos contas, na hora que ouvimos (ou vemos) as contas nos traem.
Talvez, nem próximos 40 anos, se encontre um processo digital de cópia(scan) do filme para o digital que agrade a todos (não pelo numero de pontos, mas pelos tons das cores geradas mesmo). Assim como até hoje não se conseguiu copiar o som da válvula para um transistor. E quem for aficcionado (e puder pagar), sempre pegará o melhor.
Meu maior medo nem é a película deixar de existir, pois acho que isso não ocorrerá tão cedo.
Tenho medo de que filmes como o Velvia ou o Provia deixem de ser fabricados, ou seja, filmes de qualidade.
Tenho medo de não fabricarem câmeras e lentes de excelente qualidade.
Tenho medo dos serviços de revelação, que hoje já são tão precários (raríssimos revelam com qualidade), deixem de existir.
Eu vi isso esse medo com um colega que tenho (completamente aficcionado por audio, e lógico, aficcionado por qualidade = valvulas)
Nos anos 70 ainda tinham estoques. Nos 80, os caras que estocaram, as vendiam por fortunas. Nos 90, já tinha uma procura alta por válvilas de novo. E aí o mercado voltou como nicho.
É certo que não da pra estocar filme por causa da validade, mas também é certo que valvulas duram 4-10 anos e filmes se gasta feito água
Muitas marcas de cameras vão quebrar, mas surgirão marcas novas…já dimensionadas para mercado “nicho”.
Vai por mim, o transistor tá há 40 anos tentando reproduzir a válvula…com toda a eletronica do mundo.
O filme nunca deixará de existir, porque a industria digital, hoje, foca em baixar o custo (como as do transistor fizeram) e a industria do filme foca em aumentar qualidade (como as das valvulas fizeram para não morrerem)
Hoje existem valvulados melhores que muitos dos anos 60. E daqui há 20 anos existirão filmes muito melhores que os de hoje. E os transistorizados (digitais) ficam entre baixar o custo e correr atrás e nessa nunca correm o suficiente.
Não é só eletrônica que evolui, a industria quimica também evoluirá e, principalmente, porque está “ameaçada”
Sim, isso é teoricamente possível, mas um grão de sal de prata do Velvia mede em média 1 milésimo de milímetro. Se fossemos digitalizar fazendo a largura de 1 pixel ter a mesma dimensão de 1 grão, teríamos para um filme 35mm uma imagem de 36000x24000 pixels ou um arquivo de 48 bits por pixel de 4,83GB. Não sei qual é o scanner com maior resolução que existe. Os maiores que já tive notícia tem 12000dpi.
O filme colorido com a maior resolução que eu conheço é o Velvia, possui resolução máxima de 160 pares de linhas por milímetro. Segundo o teorema de Nyquist para digitalizá-lo com um mínimo de perdas o scanner deveria ter no mínimo o dobro desta resolução, ou seja, cerca de 16000dpi reais.
Filmes PB possuem resolução ainda maior, já tive notícias de resolução até 400 pl/mm, necessitando de um scanner com mais de 40000dpi reais para minimizar as perdas.
tem que pensar positivo. Só nao venda suas coisas. Pq aí vc nao vai conseguir recomprar nunca mais !
(há 15 anos um toca-discos technics era 15 reais de baciada nos camelôs de SP. Hoje, quando “o povo de $$ acordou da burrada” dos transistores, eles vendem o mesmo technics por mais de 1 mil). E isso porque muita gente usa CDs em valvulados. Agora imagina um setup valvulado…com caixas 15pol e tudo.. pega 20 mil facil hoje…Tudo pra fazer o mesmo que fazia um que valia 1000 reais no camelo dos anos 80 quando ninguem queria.
Eu conheci um cara que trocou um Ford Thunderbird 1955 por um fusca 1969 zero. Simplemente porque o carro ja tinha mais de 10 anos e não valia “mais nada”…todos diziam: daí pra frente o preço vai cair mais e mais e vai ter que vender para o ferro-velho, por peso, po cara amassar…“ninguem mais ia querer essa porcaria fora de moda”
o cara chora até hoje e um Thunder 1955 pega 150 mil facinho…
O que acontecerá é que seu equipamento vai virar “lixo” dentro de uns anos…até a modinha passar…e depois o preço vai começar a subir de novo…subir para as estrelas. E vai valer mais do que vale hoje.
Não se venda para essa “moda” de Bayer interpolado “advinhão” de cores que conta cores em números.
Acredite nos seus olhos que conta cores como cores.
O problema não é só o equipamento, mas também a mídia e a revelação. Hoje um bom cromo 35mm/36exp tá na faixa de R$ 40 a 50 e a revelação R$ 20 a 25. Imagine no futuro um filme custando R$ 1000 e a revelação R$ 500. R$ 1500 por 36 imagens eu teria que ser bem rico.
Meus cromos vem dos EUA, onde os preços estão subindo rapidamente. 4 anos atrás um Provia 100F custava $ 4,99, hoje tá $ 7,99 na B&H. E ainda tenho as despesas de correio para revelar, pois aqui em Brasília já nem existem mais laboratórios que processam cromos.
Mando pra São Paulo. Quando não houver mais nenhum laboratório com qualidade no Brasil, terei que mandar para o exterior. E os custos só aumentando…
É entendi…é que eu nao uso fujichrome..
É eu sei q vc tem razão … me obrigo a ser otimista demais… mas fechar os olhos não muda a realidade …
Eu uso digital no trabalho, máquinas caras e tudo.
Mas quando saio de férias é 50 rolos de filme na mochila e deixo a digital em casa. Minhas lembranças não merecem qualidade de facebook. E eu amplio tudo a 20 x 30.
Parcelo a revelação..a ampliação.. demoro pra ampliar tudo…
Considero a revelação lá muito boa, apesar de não ter revelado em outros laboratórios para comparar, só uma vez com meu primeiro cromo revelado em 2009. Mandei revelar num lab aqui em BSB e ficou horrível. Os outros mandei na Capovilla e gostei dos resultados.
Foi paixão à primeira vista por aquelas imagens.
Algumas imagens que eu digitalizei usando a câmera digital (Nikon d7000). Claro que no próprio filme essas imagens tem uma qualidade muuuuito superior. Essas são do Provia 100F. Tenho umas do Velvia 50 que não consegui bons resultados na digitalização, devido ao fato da imagem deste filme ter uma densidade bem alta. Precisaria de uma lente de alto contraste e fazer um HDR para captar os detalhes das sombras no filme.
Qto à Capovilla, eu já tive problemas com eles, na verdade, eu não indico pra ninguém, mas de vez em nunca mando fazer algo com eles, afinal, a Labtec é ainda mais mal falada… tá difícil a situação aqui.
Vixe, então tô f*****. A situação tá pior que eu imaginava. Os últimos filmes mandei no início deste ano. Na verdade não uso scanner. Eu digitalizei usando uma câmera digital (Nikon D7000), fotografando em macro. Qual o problema que você teve com eles?
É justo o que estávamos falando noutro tópico agora mesmo (na galeria). O atpaula tem uma Noct 58mm f/1.2 que tá custando mais de 5 mil dólares hoje. Sempre foi uma objetiva cara, mas hoje é mais cara pela raridade. Imagina daqui 10, 20 anos. Dá pra pagar a faculdade do neto.
Quanto à revelação, vocês não se pilham em fazer em casa caso comece a engrossar pra achar lugar bom?
Cara eu já pensei sim, primeiro na faculdade onde era mais viável, depois em casa mesmo, mas jutando gente pois eu pelo menos não tenho tanto volume que justifique a compra dos quimicos pro meu uso apenas, eu bati 2 filmes apenas, neste ano, tenho fotografado muito pouco… fora que, seria interessante ter uma processadora, como as da Jobo, pois facilita muito a vida… a Dina até pouco tempo vendia kits de quimicos pra revelar C41 e E6 em casa… o processo PB é OK de fazer, pois não tem muito problema com temperatura, já o colorido é outra história, e a temperatura é mais alta, 37º se não me engano.