Vanity Fair x Casa Branca - Como imagem virou sabotagem

O post original:

https://www.instagram.com/p/DSbVxm4Dr7J/?igsh=cmZ3cjZ0Y3RkbjU%3D

Como nem todo mundo tem instagram, vou postar as imagens, texto e análise aqui.

A @vanityfair “trolou” a Casa Branca com esta matéria e ensaio fotográfico histórico e malicioso. Achei interessante apontar o quê nestas imagens fez a internet explodir esta semana, pelo menos para os estadunidenses, rs.

Como eu acompanho a revista para notícias do entretenimento, acabou caindo na minha bolha também. E tudo o que diz respeito ao uso estratégico da imagem - ainda que sob um ângulo negativo - me parece fascinante. Sou só eu?

Aqui eu mostro um pouco dos métodos do fotógrafo @christopherandersonphoto para mostrar estas figuras de forma caótica, depreciativa e absolutamente crítica.

No mínimo, serve para melhorar suas fotos, rs.

E vocês, o que acharam?
















(em tempo, acima é o Marco Rubio, secretário de Estado, o equivalente a ministro das relações exteriores)


Minha opinião: Hoje tudo é política. Até a fotografia entrou nessa.

Quem gosta do governo, posta coisa a favor e faz foto a favor.

Quem não gosta, faz esse tipo de postagem. E faz foto criando a narrativa que quiser.

Então, a meu ver tudo está muito chato. Tudo envolve a política. A crítica está em tudo e em todos, se não agrada determinado público, é cancelado. Se agrada demais um lado, é cancelado pelo outro e assim vai.

Hoje, tudo está assim, politizado. Uns contra os outros e essa série de fotografias demonstra isso. Muito provavelmente, o que os textos quiseram repassar como imagem é o que a reportagem quer demonstrar. E nem sempre é a verdade em si.

Admiro os fotógrafos, creio que tenha um sentido nisso, mas a atualidade hoje não demonstra mais nada além do foco político de quem quer retratar.

Volto a lembrar que é a minha opinião, claro.

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De certa forma, tudo é político. As compras que fazemos no supermercado e as roupas que escolhemos são políticas. A minha proposição neste assunto não é relativa ao lado político das pessoas, mas justamente na forma como elas foram representadas. Não discuto nem o fato de eles não terem um consultor de imagem que diria facilmente como estas fotos estavam sendo construídas pra gerar sensação oposta à que eles esperavam.

O comentário foi sobre como isso foi feito. As escolhas precisavam ser furtivas o bastante pra não gerar desconfiança e esquisitas o suficiente pra não serem confundidas com meros erros.

Me fez lembrar um jornalista de futebol (não lembro o nome) que começava a entrevista sem o entrevistado saber: no começo, tinha um monte de gente no estúdio, carregando escada pra cá, câmera pra lá, e o jornalista ia perguntando um monte de coisas como se estivessem batendo um papo. Lá pelas tantas, o cara encerrava a entrevista, surpreendendo o entrevistado. Não é sobre o que é feito, nem com quem, mas como foi feito.

Em tempo, a reportagem em inglês pode ser lida aqui: https://www.vanityfair.com./news/story/trump-susie-wiles-interview-exclusive-part-1

Não consegui fazer a tradução funcionar.

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Parafraseando alguém, “abraçaram os funcionários públicos e puseram granada no bolso deles”.


A grande repercussão da matéria mostrou o que um punhado de fotos em uma revista consegue fazer (ainda).

… tá ceeerto … a propagação sim, se deu pelas redes sociais.

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Tudo é política… E sempre foi. E quem não gosta de política, está condenado a ter sua vida regrada por alguém que gosta…

Sempre é bom reler o texto abaixo:

"Política não se faz com ódio, pois não é função hepática. É filha da consciência, irmã do caráter, hóspede do coração. Eventualmente, pode até ser açoitada pela mesma cólera com que Jesus Cristo, o político da Paz e da Justiça, expulsou os vendilhões do Templo.

Nunca com a raiva dos invejosos, maledicentes, frustrados ou ressentidos. Sejamos fiéis ao evangelho de Santo Agostinho: ódio ao pecado, amor ao pecador. Quem não se interessa pela política, não se interessa pela vida."

Ulysses Guimarães

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