Sim! Mas são várias peças impressas e montadas. Vou colocar uma vista explodida aqui. É um redutor planetário com relação 1:4. Copiei a ideia dos velhos ampliadores Fuji “Cabeça Branca”. Obviamente o botão de foco dos Fuji, era muito mais sutil e delicado do que o do meu projeto, mas tá funcionando direitinho…
Eu tenho arrepios ao ver peças impressas onde a força principal é na direção que separa as camadas… Minha sugestão nesse pé seria modelar uns furos pra hastes roscadas ou parafusos compridos, pra aumentar a resistência na direção vertical. Exemplo aqui. Essa peça impressa precisa suportar uns 2 kg em equipamento. Veja como usei um flange e três hastes roscadas pra aumentar a resistência.
Certíssimo! Na verdade, estou pensando seriamente em fazer um suporte metálico. Na primeira versão do pé, apesar da dificuldade de ajuste, todo o esforço era de COMPRESSÃO entre camadas. Se eu não fizer o suporte metálico, é bem provável que eu retorne ao modelo inicial…
Pequeno plot twist aqui… Estou reimprimindo o frame traseiro para suporte do holder do filme. Eu havia projetado o suporte pra utilizar o holder Grafmatic, um holder capaz de portar até SEIS chapas.
Raciocinando melhor, percebi que seria pouco prático por duas razões:
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Um holder com capacidade para seis chapas, é pouco úitl quando se precisar remover a cada foto, pois para posicionar a tela de focalização, é necessário remover o holder. Dessa forma, ter a capacidade para duas ou para seis chapas, acaba dando na mesma…
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No holder Grafmatic, cada chapa deve ser acoplada numa lâmina metálica e posteriormente instalada no corpo do holder numa pilha de seis lâminas. Como vou utilizar filmes radiográficos, isso seria um duplo problema:
2.1. As chapas radiográficas têm uma emulsão mais delicada que as fotográficas e as lâminas do Grafmatic são muito propensas a atrito;
2.2. As chapas radiográficas, utilizam um substrato de MAIOR ESPESSURA, o que dificultaria ainda mais colocar as chapas nas lâminas.
Dessa forma, reprojetei o suporte traseiro para utilizar os holders clássicos de 4x5" para duas chapas cada.
Agora vai!!!
Pronto! Assim ficou!
Na primeira imagem, a tela de foco na posição de focalização. Na segunda imagem, a tela basculada pra trás e o holder inserido na posição de fotografar…
Hoje fiz os primeiros testes de focalização. Sempre achei que aquele pano que os fotógrafos cobriam a camera e enfiavam a cabeça por baixo era mais folclore que necessidade real… Mas não era à toa não… Na verdade, o pano mostrou ser ESSENCIAL. Ao ar livre, a luminosidade que atinge a tela de focalização por trás ferra com a brincadeira. Mal se vê alguma coisa…
Outra coisa… Considerando a visão já não tão boa como era em antanho, o foco fino ficou bem chato também. Uma lupa conta fios ajudou absurdamente nessa operação.
E o tripé??? Bem… Até agora, usei um tripé que tenho há décadas. Simplorião e sem nenhuma sofisticação. Mas acho que vai dar pro gasto, pelo menos inicialmente.
Estou considerando comprar um tripé para topografia, usado em teodolitos. Bruto, pesadão, mas campeão de estabilidade. Se adotar esta solução, terei de desenvolver uma cabeça para permitir ajustes finos. Será necessário ainda, adaptar pés de borracha, pois os tripés de topografia têm as extremidades das pernas afiladas para serem cravados na terra. Em pisos pavimentados, talvez escorreguem. Ainda estou considerando…
Com relação a peso, achei que meu velho tripé sofreria com a carga, mas hoje pela primeira vez coloquei a camera na balança pra ter uma ideia do peso. 2.67 kg. Achei que seria bem mais. Qualquer tripé com capacidade de aguentar carga de 5 kg vai dar conta do recado…
Sempre imaginei isso. Mas fico curioso por que os fotógrafos de grande formato não usavam tapa-olho, igual aos piratas. Pra esclarecer, piratas não usavam tapa-olho porque não tinham um olho, mas pra ter um olho adaptado à claridade do lado de fora, e outro à escuridão do lado de dentro no navio.
Estou também pensando em usar o pano preto, mas noutras condições: pra operar meu computador quando estiver no observatório. Mesmo com um celofane vermelho por cima, a claridade da tela não é brincadeira. Ilumina tudo ao redor.
Achei que o tapa olho tinha algo a ver com aquela luneta que eles usavam…
Enfim consegui aposentar o pano!!! Com vento, usar aquilo vira teste de paciência… Voltei pro CAD e desenhei um parasol para encaixar na tela de focalização. Projetei também uma lupa que pode ser acoplada ao parasol para refinar a focalização. Adeus pano!!!
Fez aquele esquema com as lentes, ou só imprimiu um funil oco pra barrar a luz?
Usei uma lente de 95 mm de distância focal. Ela vai instalada num dispositivo que pode ser inserido ou removido do funil.
Uso sem a lente para enquadrar e fazer foco grosso. Depois coloco a lente pra refinar o foco…
Prototipagem é um eterno teste de paciência… Você calcula, simula, desenha, redesenha, mede… Aí, depois de pronto - ou quase - percebe que por interferência mecânica do pé principal com os suportes dos planos, ela não fechou o suficiente pra conseguir o foco no infinito…
Dada a modularidade do projeto, passei o pé pra trás do plano traseiro de modo a poder aproximar mais os planos e o foco se mostrou perfeito…
Até daria pra usar assim para distâncias longas, onde a camera está mais fechada. Para focalização mais próxima, com o fole mais aberto, o C.G. se desloca muito pra frente e manter isso tudo equilibrado vira um tormento para a cabeça do tripé…
Moral da história: Suportes redesenhados e imprimindo…
“No final tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.”
Acompanhando e torcendo por tudo dar certo.
Mas não tem como chegar a câmera inteira pra frente e pra trás no trilho? Não entendi essa. Talvez fazer um mecanismo que, ao focalizar, mova os dois planos igualmente, afastando ou aproximando? Eu uma vez fiz um focalizador helicoidal que funciona assim.
Mas entendo perfeitamente a frustração. Por incontáveis vezes eu imprimi peças por várias horas e no final faltou um detalhe pra encaixar direito. Piores são as peças com tolerâncias apertadas que não encaixam e não podem ser lixadas.
O pé da camera (que vai no tripé), está funcionando como obstáculo entre os planos frontal e traseiro. Com aproximação máxima, ou seja, com os carrinhos encostados no pé, ainda falta 7.5 mm para o foco no infinito. Eu posso mudar o pé pra trás do plano traseiro e deixar ambos os planos pra frente, o que vai permitir o foco infinito. O problema, é que se for fazer uma foto de objeto mais próximo, é necessário afastar os planos entre si. Aí, das duas uma, ou o pé + tripé vão ter de lidar com um CG lá na frente, ou então tenho de voltar o pé para entre-planos.
Com os novos suportes das torres, o problema estará resolvido…
De repente fazer o suporte da câmera pegando só nessa face livre do trilho? Teria que ser uma peça reforçada, e eu imprimiria ela deitada. Veja que eu desenhei no lado errado, esta peça deveria ficar do outro lado, onde os carrinhos podem mover livremente.









