Depois de calibrar, há dois caminhos possíveis: ou se reduz o ruído ainda na fase linear, ou se estica a imagem e faz-se a redução de ruído depois. Sabendo que o esticamento vai aumentar brutalmente a intensidade das partes mais escuras da imagem, eu normalmente prefiro primeiro esticar (que vai esticar o ruído também) e depois remover o ruído. Mas cada algoritmo existente vai trabalhar de forma diferente, e vale a pena ler a documentação fornecida pelo desenvolvedor.
Vamos então ao esticamento. Já escrevi um tanto sobre este processo, mas desde então apareceu uma ferramenta muito interessante: o esticamento hipermétrico. Vou confessar que nem posso explicar bem como funciona, mas funciona muito bem e de maneira bem fácil. O único requisito pra esta ferramenta funcionar é a imagem ter sido calibrada pelo SPCC, que usamos no passo anterior.
O esticamento hipermétrico (que instalamos no começo do tutorial) pode ser acessado no caminho abaixo:
O legal desta ferramenta é que, mesmo nos valores iniciais já dá um resultado bem interessante. Explicando cada parâmetro:
0. Processing mode: Ready-to-use tem um controle bem simplificado de fatores. Acho desnecessário usar o scientific mode, que oferece mais controles.
- Sensor calibration: Como usamos uma câmera Ogma AP26CC, vamos usar o sensor desta câmera, o Sony IMX571. Na falta de informação do sensor, a calibração Rec.709 também funciona bem.
- Stretch Engine and calibration:
- Target bg (background): o quanto queremos que o fundo fique escuro. O céu não é absolutamente preto, então eu evitaria deixar próximo de zero;
- Log D é a “potência” do esticamento: quanto maior este número, mais os objetos brilhantes vão brilhar.
- Protect b: proteção de altas luzes.
- Physics and Color Engine: este fator recupera a cor ao final do esticamento. Quanto maior o valor, maior a saturacão da imagem.
Lembre de colcoar a imagem no modo linear antes de aplicar o esticamento. Clique em Process e veja a imagem processada após alguns segundos.

