Quem fez foi a IA, pode usar sim, claro, eu mesmo fiz algumas pra mim… Posto a seguir…
Legal Carlos, se eu estivesse no Rio iria prestigiar.
Pra quem ainda não conhece o Carlos é um fotografo espetacular, eu imagino nesta exposição paisagens e horizontes e aves. É isso Carlos?
São fotos diversas do Rio de Janeiro e de seu povo, cultura…
Relendo sua mensagem aqui me veio um estalo: Se essa imagem meia calabreza, meia margarida, você não entende como uma fotografia, porque a foto atual do Sebastião Salgado andando nas ruas de Paris seria? Ambas não seriam simulações?
Para a galera daqui do Fotografos Online que não conhece a turma que foi absorvida do pré-histórico forum Mundo Fotográfico, somos todos velhos conhecidos e sempre acaba saindo uma conversa que as pessoas de fora podem estranhar o tom, mas garantimos que a conversa é sempre amigável, embora possa ter pontos de discordância. Acho que a Adm daqui deveria criar um badge informando que a pessoa veio do MF kkkkkk…
Estou pensando na abrangência desse assunto.
A gente precisa passar pela definição de o “que é uma fotografia”?
Porque sempre fica muito na definição da palavra, “escrever com a luz”, mas o que dizem os grandes pensadores da historia que abordaram esse tema? Garanto, que não é só isso, existem camadas que se sobrepõem e tem vários conceitos envolvidos nesta resposta.
E dai perguntar, o que é escrever com a luz no meio digital? Seria possível escrever com a luz partindo de zero no meio digital?
Dai perguntar a definição do que é “IA”. Sim porque a maioria absoluta imagina que se trata de um site grátis que gera imagens artificialmente. Mas se esquecem das ferramentas de IA presentes em programas como photoshop e demais programas de edição.
Por exemplo, se vc manda o photoshop retirar uma pessoa de uma imagem e colocar no lugar um gramado usando a interface de IA generativa do programa, que exporta uma imagem alterada, onde parte dessa imagem é a foto registrada por um sensor, e outra parte é uma montagem interpretada por IA. Essa imagem ainda pode ser considerada uma fotografia? Ou meia fotografia, ou 70% fotografia? Isso pra nem mencionar as outras possibilidades assistidas por IA nos programas de edição que existem por ai.
Mas existem IAs que servem para uma coisa e IAs que prestam objetivos diferentes.
Continuo pensando sobre a melhor maneira de abordar esse assunto, é passando pela revisão de vários conceitos, e a atualização deles, principalmente para as novas gerações que sequer fazem ideia do que é um ampliador, nem da temperatura da emulsão química para a revelação de uma papel fotossensível, nem do que é uma lupa de grão para foco.
E o pior de tudo é que se vc perguntar para o Google ou Bing ou etc… “o que é uma fotografia” vem uma tal inteligência artificial com varias respostas que vão deixar o espectador conceitualmente pior do que ja estava.
Talvez esse momento atual, com essas novas tecnologias, seja algo de tamanho parecido com o que se passou no final do aos anos 18xx e inicio do 19xx, quando as câmeras fotográficas bateram de frente com a pintura.
pra mim imagens geradas por IA estão na mesma categoria de forografias analógicas que eram manipuladas com colagens na ampliação e o photoshop adicionando elementos ou removendo da imagem. Não são fotografias, são imagens e pra mim tá tudo bem assim, eu mesmo removo elementos das minhas imagens. O limite também está ao meu modo de ver relacionado a natureza e profundidade da intervenção.
Boa questão. Tenho estudado um fenômeno astron^mico específico, a supernova tipo IA (“I” aqui é algarismo romano, não a letra i maiúscula). Pensei “vou fotografar uma dessas”, antes de saber que tais fenômenos ocorrem na faixa do raio X, que são invisíveis ao olho humano… Daí a gente tem que dar um passo ainda antes e se perguntar o que é luz. Porque o Hubble fotografou uma dessas, mas mapeou as várias frequências de ondas eletromagnéticas e associou a cores. Logo, se pudéssemos estar perto o suficiente de uma supernova tipo IA, não veríamos uma imagem como esta, que é justamente de um fenômeno do tipo.
Claro, não entrei na questão do raio X que a gente tira do esqueleto que dói (seria uma selfie?
) e tem uma representação em um substrato. Aquilo seria fotografia? A partir de que ponto a representação de algo invisível se tornar visível é aceito como fotografia? Porque bits e bytes também são invisíveis, embora também sólidos em algum lugar da memória do dispositivo que estamos usando.
Então Carlos, mas vc sabe que aqui tem uma pegadinha, porque sempre foram duas exposições, a primeira da câmera sobre o filme, e a segunda exposição a luz do ampliador sobre o negativo (ou +) mesmo que sofrendo as manipulações de sombras, ajustes, enquadramentos e correções.
Sempre foram duas exposições do material fotossensível submetido à luz, e a fotografia em si, sempre foi reconhecida como o resultado final deste processo manipulado.
acho que agora a discussão está evoluindo,
a construção de imagem por meio de processamento se pode dizer que é fotografia?
imagens que eu(meus projetos) e o Felipe(astrofotografia) são fotografias?
se sim? o quão diferentes elas são de imagens geradas por AI?
Então Felipe, muito bom, olha só que legal, vc já falou um monte de coisas ai, bits e bites, frequências invisíveis ao olho humano, etc… vou pensar um pouco mais sobre isso tbm.
Cadê os outros colegas, participem, coloquem suas opiniões, bora conversar!!!
Ahhhh que bom, apareceu… finalmente… quero muito saber sua opinião.
Falaê, inclusive traga tbm o que dizem os pensadores. O Paulo é uma enciclopédia ambulante.
Vai Paulo!!!
O QUE É UMA FOTOGRAFIA?
Bora lá gente, respondam, coloquem suas explicações, não importa a abordagem de vcs deem para a resposta, pode ser uma explicação técnica, pode ser tbm conceitual.
“Daí a gente tem que dar um passo ainda antes e se perguntar o que é luz. Porque o Hubble fotografou uma dessas, mas mapeou as várias frequências de ondas eletromagnéticas e associou a cores. Logo, se pudéssemos estar perto o suficiente de uma supernova tipo IA, não veríamos uma imagem como esta, que é justamente de um fenômeno do tipo.”
Felipe, respondendo especificamente o seu post.
Dei uma pesquisada e obviamente vc e o Antonio que são especialistas neste assunto e vão nos ajudar a compreender.
A minha duvida era a respeito dos “photons”, e pelo que entendi os “photons” estão presentes em todos os espectros eletromagnéticos, e a luz visível, é a faixa, uma parte do espectro eletromagnético que o olho humano pode ver. Se eu estiver errado, por favor me corrija.
Bom, uma câmera é um dispositivo fotossensível que acumula a energia dos “photons”, certo?
Entendo que o nome do dispositivo “photo camera” venha dos “photons”, ou seja “photo” é derivado de “photons”
Da mesma forma em todas as outras faixas de frequência, um dispositivo sensível aos “photons” daquela determinada frequência pode acumular a energia desses “photons”, e isso vale para todas as outras faixas de frequência não visíveis.
Então dai a necessidade da interface do Hubble criar ama representação por cores, para interpretar ou traduzir essa imagem não visível para que o ser humano possa ver e entender.
Cadê o Antonio, e vc Felipe tbm, me corrijam naquilo que eu estiver errando.
fonte da imagem:
https://www.cache2net3.com//Repositorio/6824/Publicacoes/272045/3.jpg
fonte da imagem:
https://gaiaciencia.com.br/o-que-e-luz-visivel-espaco--fisica
Lembrei aqui de uma tia minha (já falecida), que passava café em coador de pano… Um dia perguntei a ela por que não usava coador de papel… “Estou acostumada”… foi a resposta… Aí apertei mais um pouco e perguntei a ela se ela achava que o coador de papel dava gosto de papel no café… E ela finalizou dizendo: “O problema do coador de papel, não é dar gosto de papel no café… O problema do coador de papel, é que ele TIRA O GOSTO DO COADOR DE PANO”…
Pois é… O que é Fotografia… Excelente pergunta… Pra mim, fotografia começa com o CHEIRO… Tenho algumas cameras aqui na minha tralha… E acredite o Sr. ou não, sou capaz de pegar qualquer uma delas no escuro, pois cada uma tem um tato diferente e um cheiro próprio… Minha Nikon F4, veio de Curitiba e o cheiro de mofo não saiu até hoje…
Aí, a fotografia continua na hora de colocar o filme na máquina… Depois tem a escolha da objetiva… Quando o clique é feito, já foram várias sensações e prazeres táteis e olfativos. Quando o filme termina, vem o ritual da revelação. O cheirinho de ácido acético do stop bath, é cheiro de laboratório… Tá no sub-consciente até…
Há poucos meses, comprei uma camera digital antiquadona… Decidi que colorido seria só com ela. Com filme, daí pra frente seria só P&B.
A digital faz fotografia? Claro que faz… Mas todas as sensações que as “véinhas” me proporcionam, foram substituídas por uma sensação de centro cirúrgico… Frio… Estéril… Monocheiro… Apesar dessa falta de sensações, ainda tem este velho aqui empunhando o equipamento, enquadrando e disparando.
Jamais vou sucumbir a uma tecnologia que me tire o pouco que sobrou…
Eduardo, muito show, que explicação legal.
Eu estava lendo o seu post e no segundo paragrafo eu já estava sorrindo, de feliz que fiquei com sua explicação !!!
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Eu realmente acredito em tudo que vc falou, a fotografia é muito mais que uma explicação técnica.
Você não está errado, mas a nomenclatura é problemática. Por exemplo, “átomo” significa indivisível porque assim foi chamado quando foi teorizado. Depois se descobrou que o átomo pode ser quebrado (fissurado) ou unido (fundido), mas o nome ficou. Da mesma forma, o fóton começou designando uma partícula de luz, embora a palavra foto tenha vindo muito antes da onda/partícula fóton. Então pode-se dizer que toda luz é fóton, mas nem todo fóton é luz.
Posso dar o braço a torcer que, ao projetar em mídia uma recepção eletromagnética geral, mas neste caso, tudo que veríamos na tal superfície seria uma cor que não existe, porque englobaria todo o espectro eletromagnético existente. Seria uma espécie de ultrabranco. Ou, pra facilitar as coisas, poderíamos dizer que se trata só do espectro visível… que é a luz que conhecemos.
Lembrei das aulas de Ótica Geométrica no segundo colegial, no longínquo ano de 1979… Prof. Décio Geraldo da Silveira… Ele definia: “Luz é energia radiante, capaz de impressionar o órgão visual humano”…
Casualmente, foi nesse ano, que conseguimos convencer o diretor do Colégio a montar um laboratório fotográfico pra nós… Foi um fotoclube que durou dois anos saudosos e memoráveis…
